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Ginásio do Ibirapuera: uma referência para a formação de atletas brasileiros


O governador Tarcísio de Freitas anunciou no final do mês de fevereiro que o Ginásio do Ibirapuera seria desestatizado “preservando a função esportiva”, e outras funções seriam agregadas ao complexo. Trata-se de um bem cultural, que integra a história da cidade de São Paulo cuja justificativa já foi amplamente difundida pela imprensa.


Se quando inaugurado, na década de 1950, o ginásio do Ibirapuera era o mais sofisticado equipamento esportivo da cidade, mais de meio século depois adaptações e ampliações se fazem necessárias. Os esportes ganharam novo protagonismo, com muitas modalidades que antes não integravam as competições olímpicas, como vôlei e tênis de praia, skate, só para citar algumas, como as atividades físicas se tornaram um imperativo à boa saúde, fortemente recomendadas pela diversas vertentes da medicina.


Não há por que incorporar novos usos a esse histórico complexo, mas sim atualizá-lo e enriquecê-lo frente às novas demandas esportivas. Tampouco o Estado deveria abrir mão da formação de novos atletas, pelo contrário, deveria incorporar ao complexo escola com residência para abrigar jovens de outras cidades do estado. A missão do governador deveria ser tornar esse complexo como exemplar do atletismo brasileiro, para que possamos alcançar um merecido destaque nas competições internacionais, pois jovens talentosos não nos faltam, o que carece é investimento público na sua formação.


O Núcleo Docomomo SP apoia enfaticamente o tombamento do complexo incluindo toda a área em que está implantado e sua destinação às atividades esportivas.

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