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BANCO AMÉRICA DO SUL

São Paulo - SP 

Autor: Ariaki Kato e Ernest Mange

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Imagens da obra

Imagens do projeto

FICHA TÉCNICA

Nome da obra: Banco América do Sul (atual Ministério Público Federal).
Data do projeto/construção/inauguração: 1965.
Localização/perímetro: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 2020, c/ Alameda Ribeirão Preto, s/n, c/ Rua Santa Branca, s/n, São Paulo-SP.
Autor do projeto: Arquitetos Ariaki Kato e Ernest Mange.
Intervenções posteriores: Escada de incêndio na lateral do edifício; fechamento do lote com vidro.
Tamanho do lote e área construída: Lote: 2. 291, 22 m²; Área construída 17. 022.65 m².
Tombamento: Tombado RESOLUÇÃO 44/CONPRESP/2018. PROCESSO: 2017-0.151.330-3 - Departamento do Patrimônio Histórico / DPH.

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

ARQUITETURA BRUTALISTA. Ficha técnica. Banco América do Sul (atualmente Ministério Público Federal). Disponível em: http://www.arquiteturabrutalista.com.br/fichas-tecnicas/DW%201965-85/1965-85-fichatecnica.htm. Acesso em: 07 mai. 2019.
ARQUIVO ARQ. Banco América do Sul S.A. (Ministério Público Federal). Disponível em: <https://www.arquivo.arq.br/banco-america-do-sul-sa>. Acesso em: 07 mai. 2019.
FIALHO, R. N. Edifícios de escritórios na cidade de São Paulo. 2001. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2007. 
MARCONDES, F. Reflexão vivencial sobre a produção arquitetônica na cidade de São Paulo: Do 
moderno ao contemporâneo. 2012. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo. 2012. 
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Un3i Serviço de Biblioteca e Informação. Índice de Arquitetura Brasileira, 1981- 1983; coordenado por Eunice R. Ribeiro Costa, revisto por Emily Ann Labaki Agostinho. São Paulo, FAUUSP, 1992. 128 p. 
ZEIN, R. V. A Arquitetura da escola paulista brutalista, 1953-1973. 2005. Tese (Doutorado) – Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2005.
XAVIER, A.; LEMOS, C.; CORONA, E. Arquitetura moderna paulistana. São Paulo: Pini. 1983.

SOBRE A OBRA

Implantado em um lote com três frentes, o edifício tem o acesso principal de pedestres pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio e acesso de veículos pela Alameda Ribeirão Preto. O conjunto edificado é formado por uma torre de escritórios de planta quadrada que totaliza 18 pavimentos, três subsolos e um volume lateral horizontal. A torre é estruturada a partir de um núcleo central que chega solto ao nível do térreo. A laje de escritórios tem início apenas a partir do terceiro pavimento, e excede o perímetro do núcleo central com balanços de 7m para todos os lados, suportados através de uma robusta estrutura de transição. A altura exagerada do térreo em pilotis e a dimensão do balanço conferem ao edifício uma proporção marcante. A estratégia de concentração de cargas que dá peso à estrutura na base da torre inverte-se nos andares: a sucessão dos treze pisos de escritório é sustentada pelo núcleo central agora combinado a uma estrutura periférica, diluída através de elementos verticais de concreto armado no perímetro do edifício, que também atuam como quebra-sol. O núcleo central prolonga-se no topo do edifício e faz um coroamento em forma de tronco de pirâmide, arrematando o conjunto com uma geometria coerente que se opõe ao chanfro da estrutura de transição na parte inferior do volume. 
Além da torre, um embasamento independente no térreo, desde a Avenida Brigadeiro Luís Antônio até a Rua Casa Branca, contorna o núcleo do edifício junto à divisa lateral com o lote vizinho. O volume por baixo da torre, que originalmente abrigava a agência bancária, alarga-se ao fundo para abrigar um auditório, e determina uma face totalmente fechada para a via local, na parte de trás do terreno. 
Os arquitetos exploraram as diferentes texturas de superfície do concreto armado, a exemplo da arquitetura brutalista internacional na época. Combinado à marcação aparente de fôrmas cuidadosamente paginadas e às nervuras estruturais da fachada, o núcleo estrutural apresenta uma superfície em relevo estriado, feito a partir de fôrma com ripas de madeira, e posteriormente apicoado para aumentar a impressão rugosa. Por todas estas características, o edifício foi escolhido para ser tombado pelo Conpresp em 2018 como representativo da arquitetura moderna no eixo da Avenida Paulista, como exemplar da década de 1960.
Reformas/Alterações: 
Escada de incêndio acrescentada na lateral do edifício. Gradis junto à divisa do lote. Escada metálica externa acrescentada até o primeiro pavimento.

IMPORTÂNCIA DA OBRA PARA O MOVIMENTO MODERNO 

O edifício para o Banco América do Sul pode ser inserido em um conjunto heterogêneo de obras da arquitetura mundial entendido como brutalista, por apresentar uma avantajada estrutura, com vigas de transição e grandes balanços das lajes dos pavimentos, além de explorar diferentes texturas na superfície do concreto armado. Outras obras de autoria de Ernest Mange, que datam do mesmo período, recorrem a estratégias semelhantes de volumes puros em concreto armado aparente construídos sobre grandes balanços, como é o caso do Edifício de Engenharia Mecânica da USP (1963), da mesma dupla de autores (Mange e Kato), e o edifício E1 construído na USP, em São Carlos, em 1953, de Mange em parceria com Hélio Duarte. É também notável a referência a obras do arquiteto Le Corbusier

SOBRE OS AUTORES 

Ernest Robert de Carvalho Mange nasceu em São Paulo, em dezembro de 1922. Cursou engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo de 1940 a 1945, e trabalhou nos escritórios dos arquitetos Rino Levi e Le Corbusier. Foi professor na Universidade de São Paulo.
Integrou a equipe do Convênio Escolar entre 1950 e 1951. Arquiteto e urbanista, participou da construção de várias escolas públicas nos anos 70 e de unidades das Escolas Senai. Além de projetar na escala do edifício, tem extensa atuação como urbanista. Nos anos 1960, projetou algumas cidades ligadas à construção de usinas hidrelétricas, como Jupiá (cidade para ser demolida) e Ilha Solteira. Como presidente da Emurb, Empresa Municipal de Urbanização, defendeu a preservação do edifício da Escola Caetano de Campos, ameaçada de demolição pelas obras do Metrô paulistano. Foi também presidente do Conselho Técnico e Conselho Administrativo da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo - Cohab, de 1977 a 1978; foi primeiro titular da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano - Sehab, de 1977 a 1979; e diretor-superintendente do Instituto Cultural Itaú - ICI, atual Instituto Itaú Cultural, de 1987 a 1997.
Ariaki Kato, arquiteto nascido em 1931 e formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1054. Foi sócio de Ernest Mange no escritório PLANEMAK – Planejamento de Edifícios e Cidades Ltda

Autores da ficha: Maria Isabel Imbronito, Fernanda Monteiro dos Santos, Larissa Sampaio Cruz.

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